Vigilantes da UEL fazem protesto
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sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Um dos itens do plano de segurança proposto pela nova chefia do setor na Universidade Estadual de Londrina (UEL) já está gerando polêmica entre os funcionários da instituição de ensino. Trata-se do rodízio de turno entre os vigilantes. A medida provocou revolta porque teria sido imposta pela direção. O responsável pela área, no entanto, alega que a modificação é apenas uma parte das providências que estão em debate com o intuito de reduzir os índices de criminalidade dentro do campus.
Cerca de 25 vigilantes tentaram entregar, no final da tarde de ontem, um manifesto denominado ''Indignação dos vigias noturnos da UEL'' ao reitor Wilmar Sachetin Marçal, mas não obtiveram sucesso. O reitor deixou o campus sem atender os manifestantes, o que gerou revolta entre os vigilantes.
O grupo foi atendido pelo assessor jurídico da instituição, Ruy Carneiro, e pelo chefe de segurança do campus, Pedro Marcondes. A principal queixa é contra a mudança da noite para o dia, especialmente de profissionais que trabalham há anos no período noturno.
''Desde que a nova chefia assumiu, os turnos foram trocados sem nenhum critério. Tem gente que está há 25 anos trabalhando à noite. Há casos de vigilantes que estudam durante o dia e não podem trocar de período'', reclamou o vigilante Luiz Carlos Garcia Pereira, 51 anos, que está no cargo há 16.
Segundo ele, a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) possibilitou aumento do adicional noturno, o que motivou funcionários do período diurno a se interessarem pela troca de turno. Os manifestantes queixam-se que as trocas teriam sido feitas baseadas em critérios políticos, o que foi negado pela UEL. A assessoria de imprensa informou ainda que o grupo não havia agendado uma reunião com o reitor.
Pedro Marcondes também conversou com os manifestantes. Ele disse que casos específicos, quando o servidor não puder mudar de horário, serão analisados separadamente. ''Vamos fazer o que for necessário para otimizar o sistema de vigilância. Os vigias deverão passar por treinamento e o rodízio serve para que eles conheçam toda a realidade da universidade, nos diferentes horários e postos de vigilância'', argumentou.
O chefe da segurança comentou ainda que pontos polêmicos do plano de segurança, como a construção de muro em parte do campus e presença de policiamento armado, estão apenas em fase de discussão. ''Toda a comunidade está participando do debate e a decisão será tomada pelo Conselho de Administração'', declarou.


