A população de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, amanheceu ontem assustada com uma chacina de proporções nunca vistas na cidade. O vigia noturno Nabi Soares Correia, que trabalha em uma empresa de ônibus em Curitiba, chegou em casa por volta das 7h30, como faz diariamente, e encontrou a família inteira morta.
Ao chegar em casa, no Jardim dos Minérios, Correia pulou o portão fechado e entrou em casa pela porta dos fundos, que estava aberta. Logo no primeiro quarto, viu o filho, Nabison Soares Correia, de três anos, agonizando na cama, envolto em sangue. No quarto seguinte, encontrou a filha Edicléia Soares Correia, de nove anos, e a sogra, Maria Schneider Agner, 63 anos, mortas na cama em que dormiam juntas. Por fim, no banheiro, estava sua mulher, Julia Schneider Agner Correia, 29 anos, muito ferida. Julia foi encaminhada ao Hospital Cajuru, em Curitiba, onde está internada na UTI, em estado grave.
Segundo a delegacia de Polícia Civil do município, ainda estarrecida com a violência do ataque e sem nenhuma pista dos motivos do crime, o assassino utilizou um objeto corto-contundente - ou seja, com peso e capacidade de corte. ‘‘Um machado, provavelmente’’, resume o escrivão da delegacia, Blaqueney Murilo Iglesias. Os ferimentos foram todos na região da cabeça e pescoço, e como quase todas as vítimas estavam provavelmente dormindo no momento do ataque, não há sinais de reação ou luta. O crime deve ter acontecido, segundo as primeiras informaçães da perícia, entre meia-noite e 3 horas da manhã.
‘‘Também não há sinais de sangue em outros locais que não as camas, o que é estranho porque denota um certo cuidado’’, diz o escrivão. O que ainda é um mistério para a polícia são os motivos da chacina. Foram roubados R$ 3.250,00 que estavam em cima de um guarda-roupa, e nada mais. Os vizinhos dizem não ter ouvido nada. ‘‘Nunca vi nada parecido aqui. Não é o estilo de morte em Rio Branco do Sul. Aqui o mais comum é briga de bar que acaba em tiroteio’’, afirma Iglesias.

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