Vigilância volta ao HE
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Uma equipe da Vigilância Sanitária de Londrina voltou ontem ao Hospital Evangélico para fazer uma análise de todos procedimentos tomados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CIH) da instituição, desde que sete unidades materno-infantis foram interditadas, na noite de sexta-feira. Das unidades interditadas, somente a pediatria foi reaberta, por não haver focos da bactéria Klebsiella, que atingiu sete dos 12 recém-nascidos internados no hospital.
A diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde, Josemari de Arruda Campos, esclareceu que foi realizada uma desinfecção terminal nas unidades, ou seja, houve uma limpeza completa para eliminar possíveis focos da bactéria. Por ser sensível a antibióticos, são grandes as chances de a bactéria não ter relação direta com a morte de dois bebês, registrada nos últimos 15 dias no hospital. ''Estamos esperando os resultados dos exames para comprovar a causa dos óbitos'', afirmou.
A prima da criança que morreu na sexta-feira, Sônia Regina Ribeiro de Souza, entrou em contato com a redação da Folha reclamando da posição do hospital, que nega a existência de uma infecção generalizada.
Em nota oficial, o Hospital Evangélico, informou que dispõe há 20 anos de uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e que a instituição apresenta índice de infecção hospitalar em torno de 2,5%. O percentual está abaixo do estipulado pela Organização Mundial de Saúde, que define 5% para os hospitais gerais. Segundo a nota, a UTI Neonatal e Pediátrica foi inaugurada há 12 anos, sendo referência para crianças graves. Nesse período, passaram com sucesso pela UTI, 2.795 crianças, que corresponde, aproximadamente, a 90% do total de atendimentos na unidade.


