Vigilância vistoria marquises
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Fiscais da Vigilância Sanitária visitaram na manhã de ontem estabelecimentos comerciais no Centro de Londrina. A equipe verificou as condições de marquises, enquanto possíveis focos de procriação do Aedes aegypti. A vistoria ocorreu um dia após a reportagem da FOLHA alertar sobre a situação das marquises da cidade.
O diretor da Vigilância Sanitária, João Martins de Souza, contou que foram vistoriados, ao todo, 40 estabelecimentos nas ruas Sergipe e Souza Naves. O órgão havia recebido duas denúncias sobre acúmulo de água em marquises. Em uma loja foi encontrado uma poça, proveniente de um ar condicionado. ''Era algo que não representava risco e o proprietário se comprometeu a resolver o problema. Nas demais lojas não encontramos nada relacionado à dengue'', disse.
Estrutura
O segundo-sargento do Corpo de Bombeiros, Marcelo Campassi, ligado à 3 Coordenadoria de Defesa Civil, afirmou que os bombeiros fazem a vistoria de marquises quando há denúncias. Normalmente o trabalho da corporação é relativo ao risco de incêndios, tamanho dos corredores, saída de emergência, escadas e piso. ''Se alguém achar que alguma marquise está apresentando risco, pode fazer uma denúncia que mandaremos uma equipe verificar.''
Reportagem publicada ontem pela FOLHA mostrou como a falta de manutenção em marquises pode representar riscos tanto para comerciantes quanto para consumidores, tanto estruturalmente quanto como possível foco do mosquito da dengue.
Epidemia
Londrina, com 1.552 casos confirmados, vive uma epidemia de dengue. Conforme a gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Caldeira, esta situação pode ser constatada porque a cidade já registra casos em todas as regiões. ''Além disso confirmamos de uma semana para outra aumento de mais de 50% dos casos da doença em algumas regiões e possuímos uma incidência maior de 300 pessoas contaminadas para casa 100 mil habitantes; chega a 305,34 para 100 mil.''
O procurador geral do município, Fidelis Canguçu, disse que hoje será realizada uma reunião entre a CMTU e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para definir para onde será encaminhado o lixo recolhido durante os mutirões. Antes, o entulho era enviado ao antigo Aterro Sanitário. ''Precisamos de espaço para fazer a triagem destes resíduos, mas ninguém aqui na região tem autorização do IAP.'' (Colaborou Michelle Aliglere)
Serviço - Denúncias para a Vigilância Sanitária podem ser feitas pelos fones (43) 3372-9407 e 0800-4001893. A Defesa Civil atende pelos fones 193 ou 199.


