Vigilância Sanitária vistoria HC
Giovani Ferreira
De Curitiba
A Vigilância Sanitária Municipal visitou o Hospital das Clínicas (HC), em Curitiba, e fez um alerta à direção sobre o problema da superlotação da UTI neonatal. A vistoria foi realizada por uma equipe encarregada em fiscalizações de alto risco, na tarde da última quinta-feira. Apesar de constatarem a superlotação, os técnicos avaliaram que em relação aos procedimentos o hospital não está desrespeitando nenhuma norma de segurança que possa colocar em risco a saúde dos recém-nascidos.
De acordo com Margarida Maria Lenzi, diretora do Centro de Saúde Ambiental, órgão que coordena a Vigilância Sanitária, a orientação foi no sentido de que o HC preocupe-se em administrar essa superlotação. Disse, que não trata-se de uma questão pontual, mas de um problema que atinge toda a Capital. Segundo Margarida, é preciso discutir, junto com o Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação dos leitos, uma vez que Curitiba também absorve parte da demanda do interior do Estado.
As questões que são verificadas no aspecto procedimentos referem-se à prestação do serviço básico, como manuseio das crianças, uso de medicamentos, manutenção de máquinas e equipamentos e higiene do local. Quando a Vigilância Sanitária esteve no hospital a lotação da UTI havia baixado de 37 para 30 pacientes, quando a capacidade é para 24 bebês. Ontem à tarde o número voltou a crescer e 35 recém-nascidos ainda estavam internados na UTI neonatal.
O médico Luiz Carlos Sobânia, diretor geral do HC, explicou que nem todas as crianças que estão na UTI encontram-se em situação de alto risco. Sendo assim, esclarece, o hospital pode trabalhar com esse excesso, definido como limite de tolerância. Ele garantiu que o serviço está equacionado e que os pacientes, no que diz respeito à qualidade do atendimento, não correm nenhum risco.
Os novos bebês que estão na UTI são de gestantes que já estavam internadas no hospital e de outras consideradas casos de urgência.





