Vigilância Sanitária fecha dois hospitais em Altamira
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segunda-feira, 04 de junho de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
A 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão interditou os dois hospitais de Altamira do Paraná (131 km ao sul de Campo Mourão). A interdição, na sexta-feira, foi total no Hospital e Maternidade São Paulo (particular) e parcial no Hospital Municipal São Luiz, que é mantido pela prefeitura. As interdições ocorreram por estruturas físicas inadequadas e por falta de material humano. Altamira do Paraná tem 7 mil habitantes.
Os hospitais não tinham enfermeiras nem auxiliares de enfermagem, apenas atendentes, explicou o chefe da Regional de Saúde, Romildo Joaquim Souza. Também não existiam farmacêuticos responsáveis pelas farmácias dos estabelecimentos. Os pacientes foram transferidos para hospitais da região as cidades mais próximas ficam a 30 quilômetros.
O hospital municipal tinha 11 pacientes internados. O São Paulo não tinha nenhum. De acordo com o chefe da 11ª Regional de Saúde, a interdição foi determinada depois que uma auditoria da Vigilância Sanitária começou a percorrer os municípios da região. Segundo Souza, os hospitais só serão reabertos depois que comprovarem que se readequaram às exigências da Secretaria de Estado da Saúde.
No Hospital Municipal, que teve interdição parcial, não poderão ser realizados partos ou cirurgias. O prefeito de Altamira do Paraná, Jaldemo Duarte (PSDB), que é médico, reclamou da decisão. É um castigo muito grande para a comunidade, disse. Segundo ele, o hospital municipal funcionava há cinco anos como modelo de atendimento na região. Duarte afirmou que já contratou uma enfermeira.
O hospital público tem 24 leitos e possui uma média de ocupação diária de 60%. O prefeito reclamou que não teve tempo para se defender da interdição. O chefe da Regional afirmou que a auditoria foi feita no início do mês passado e que foi dado prazo para as adequações. O Hospital São Paulo tem 20 leitos.
O dono do hospital privado, François Diniz, admitiu que o estabelecimento estava sem uma enfermeira-padrão. Segundo ele, isso vinha ocorrendo porque a prefeitura repassa todas as internações do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Hospital Municipal. Ficamos sem recursos. Diniz ressaltou que vai esperar o pagamento de consultas feitas em pacientes da vizinha cidade de Laranjal, que não tem hospital, para reabrir o estabelecimento.


