Pelo menos mais quatro casas devem ser visitadas na próxima semana pela Vigilância Sanitária de Londrina com o uso de mandados de busca e apreensão. São casos em que os moradores impediram a ação dos agentes de saúde na vistoria dos focos do mosquito da dengue, como a Folha registrou na semana passada. Segundo o gerente da Vigilância, Marcelo Viana de Castro, os pedidos serão enviados na segunda-feira ao promotor de Defesa de Garantias Constitucionais e Saúde Pública, Paulo Tavares. O Ministério Público, por sua vez, requisita os mandados à Justiça. Esses moradores devem responder processo por crime contra a saúde pública.
No início da próxima semana o promotor também deve tomar providências sobre os três moradores que haviam impedido a entrada de agentes de saúde. Tavares disse que enviará à Polícia Civil relatórios sobre os três casos para que sejam lavrados termos circunstanciados os moradores responderão processo em liberdade. Segundo Tavares, as penas poderão ser alternativas.
Durante reunião do Comitê Municipal de Mobilização contra a Dengue, realizada ontem de manhã, o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, disse que a cidade registra queda nas notificações de casos suspeitos nas últimas quatro semanas. Os números de casos confirmados, entretanto, poderão apontar crescimento pois, de acordo com o secretário, há muitos exames atrasados. Até agora há 9.392 notificações e 2.080 confirmações. Fernandes estima que os números finais da doença seja de seis mil casos confirmados.
Fernandes disse ainda que uma parceria firmada entre a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros permitirá vistoria de focos do mosquito em telhados. O comando dos bombeiros já disponibilizou equipes para acompanhar a ação dos agentes de combate a dengue.
Na última terça-feira, durante reunião conjunta da secretaria e da 17 Regional de Saúde, foi criada uma câmara técnica para avaliar as ações de controle do mosquito desenvolvidas no município. A equipe é composta por entomologistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Norte do Paraná (Unopar) além de pessoal da Regional, Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária. (Colaborou Fábio Galão)

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