Campo Mourão Depois do laudo do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), agora foi a vez da Vigilância Sanitária emitir um parecer condenando a situação da cadeia de Campo Mourão. O documento entregue ao delegado-chefe da 16 Subdivisão Policial, Antonio Brandão Neto, diz que as condições da cadeia são ''insatisfatórias e precárias'' e que há necessidade de reparos urgentes.
De acordo com o laudo, os presos não têm nem um local para tomar água e são obrigados a beber a água do chuveiro. O relatório também acusa excesso de umidade e falta de iluminação no local. Há ainda falta de espaço, o que obriga muitos presos a dormirem no chão. Os vasos sanitários não têm tampas e faltam condições mínimas de higiene. A cadeia abriga 85 presos, mas tem capacidade para apenas 60.
O laudo também aponta problemas na cozinha da delegacia. Os alimentos são acondicionados de forma irregular e alguns produtos são armazenados no chão. Os congelados não trazem informações sobre o prazo de validade. A cozinha também sobre com infiltrações de água, umidade e água pelo chão. ''Os presos estão correndo sérios riscos de contraírem doenças'', lamentou o delegado.
Há duas semana, um laudo assinado por engenheiros e pela subseção da OAB havia pedido a interdição imediata da cadeia por falta de segurança. Uma vistoria apontou que a lage do chão está oca e que as portas e grades precisam de reforços. Para piorar a situação, as depredações feitas em tentativas de fugas obrigaram a interdição de parte das celas. ''Os presos merecem dignidade, mas essa delegacia não oferece nenhuma condição'', frisou Brandão.

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