Vigilância para órgãos municipais
O secretário de governo da prefeitura de Londrina, major Adalberto Pereira, disse que mais do que nunca a implantação de uma Guarda Municipal está descartada. Ele anunciou que, a partir da semana que vem, uma empresa de vigilância contratada por meio de licitação deverá fazer a segurança de todo o patrimônio próprio do Município.
''A cobertura será de 100%, incluindo escolas, postos de saúde, Centro Cívico. Teremos um trabalho com vigias, alarmes e câmeras de vídeo conectadas a uma central, 24 horas por dia'', afirmou. Pereira não soube informar o custo do serviço nem o número de vigias, mas informou que a empresa terceirizada já começou a instalar os equipamentos. ''O trabalho foi iniciado há cerca de 30 dias, mas tivemos um atraso por causa da greve dos servidores'', comentou. Segundo ele, a empresa também irá oferecer seguro contra roubos, ressarcindo a prefeitura de qualquer prejuízo.
Para o secretário, ''além de não resolver o problema'', uma Guarda Municipal criaria despesas que o caixa da prefeitura não suporta. ''Nós já estamos com este problema da greve porque não temos recursos para oferecer reajuste. Não tem como contratar guardas com jornada de seis horas'', alegou.
Ele disse que os exemplos de outros municípios não podem ser aplicados a Londrina ''porque são realidades diferentes''. ''Além disso, não tenho essa certeza de que as guardas resolveram o problema. Foz e Curitiba continuam violentas. O que resolve é mais efetivo policial'', concluiu. (V.N.)





