Vigilância notifica produtores que vendem leite cru
Lucinéia Parra
De Maringá
A Secretaria de Saúde de Maringá não vai mais tolerar a comercialização de leite cru na cidade. Fiscais da Vigilância Sanitária estão notificando e dando prazo máximo de 30 dias para que os produtores regularizem a situação. Além dos laticínios, os pequenos produtores têm a opção de entregar o leite para a Associação dos Produtores de Leite de Maringá (Apem). Não podemos mais permitir a venda de leite cru porque ele representa risco à saúde da população, disse o gerente da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Maringá, Valdemi de Lima.
Só esta semana, a secretaria notificou cinco produtores que estavam comercializando leite cru na periferia da cidade. Lima afirma que apesar das campanhas de conscientização, muitos moradores ainda insistem na compra do produto porque acreditam que é bom para as crianças.
A população acha que o leite cru é o melhor para os filhos, mas não é, explica Lima. Ao ingerir o leite sem nenhum controle bacteriológico, o consumidor corre o risco de contrair doenças transmitidas pelo animal, como a brucelose, tuberculose e salmonelose.
A estimativa da secretaria é que aproximadamente 200 litros de leite cru são comercializados em Maringá diariamente. Ao notificar os produtores, os fiscais estão orientando os produtores para que entreguem o leite aos laticínios ou para a associação.
Criada este ano por 40 pequenos produtores de Maringá, a Apem tem o controle permanente dos animais e realiza os testes de qualidade do leite. O sistema de pasteurização também garante a pureza do produto. Além da associação, Lima cita o Laticínio Matinal, localizado no distrito de Iguatemi. Agentes da Vigilância Sanitária de Maringá prestam assistência técnica nos dois estabelecimentos, garantindo a qualidade do produto.
Os produtores que não se adequarem no prazo de 30 dias após a notificação, serão multados, garante Lima.





