Vinte e uma unidades que prestam atendimento à saúde pública em Londrina passarão a ser monitoradas 24 horas por dia. O trabalho será realizado pela Guarda Municipal através de câmeras de videomonitoramento. As primeiras cinco unidades já estão funcionando desde o dia 5 deste mês, no Pronto Atendimento Infantil (PAI), no Pronto Atendimento Médico (PAM) e Maternidade Municipal Lucilla Ballai. De acordo com a prefeitura, a iniciativa tem como objetivo proteger os prédios públicos e garantir maior segurança a servidores e usuários.
De acordo com o secretário de Defesa Social, Jefferson Dias Chaves, agora os equipamentos serão colocados em 18 unidades básicas de saúde de vários bairros. ''A instalação deve ser concluída até o final do mês de agosto. Esses locais foram escolhidos por concentrar uma grande movimentação de pessoas e pelo fato dos servidores da área serem alvo constante de desacato. Além disso, temos como meta evitar que sejam praticados danos contra o patrimônio público'', ressalta.
Segundo Chaves, o monitoramento das imagens captadas pelas câmeras de vigilância é realizado por uma equipe da Guarda Municipal (GM) em uma sala do prédio da Caapsmel, ao lado da prefeitura. ''Ao constatar algo suspeito ou algum tipo de delito os monitoradores acionam alguma equipe da guarda que esteja nas ruas'', explica Chaves.
O secretário afirma que nenhuma ocorrência foi registrada desde a instalação das câmeras no PAI, PAM e na Maternidade. Usuários e servidores destes locais ouvidos pela reportagem aprovaram a medida preventiva. ''A gente ouve falar tanto de sequestros de bebês em hospitais e maternidades e acaba ficando com medo que isso aconteça com alguém da nossa família. Com as câmeras de vigilância dá pra ficar mais tranquila'', afirma a cozinheira Solange Maria de Lima, que estava ontem na Maternidade Municipal, onde a nora estava em trabalho de parto.
''A gente vigia todo mundo que entra e sai da Maternidade, mas tem dias que passam até 200 pessoas por aqui. Com todo esse movimento pode acontecer alguma falha. Neste caso, teremos as imagens da câmera de vigilância para esclarecer qualquer dúvida'', destacou Severino Leite da Silva, que trabalha como segurança na maternidade.
A etiquetadora Andressa Mafra diz que passou a se sentir mais segura ao levar a filha Kimberlly ao PAI depois que soube da instalação da câmera. ''A gente fica com medo quanto tem que vir aqui por que há muitos 'maloqueiros' e drogados que ficam circulando pela praça (Tomi Nakagawa, que fica ao lado do PAI). Acho que ao saber das câmeras eles terão receio de vir até aqui'', disse. ''As câmeras são bem-vindas, mas acho que os guardas municipais deveriam voltar a fazer plantão no PAI, pois eles impunham mais respeito'', destacou a técnica de gestão pública que atua no local, Angélica Nishiketa.
Desacato
A recepcionista Maria Aparecida da Silva, que trabalha no PAM, acredita que as câmeras de vigilância irão inibir alguns pacientes mais exaltados. ''Como tudo ficará gravado, a pessoa pensará duas vezes antes tomar alguma atitude mais grave'', ressaltou. Já o supervisor de produção Anselmo Alves fez algumas ressalvas. ''Acho que toda a cidade precisa ser monitorada, mas deveriam dar prioridade a locais mais violentos, como nas escolas da Zona Norte, onde diariamente acontecem casos de briga, vandalismo e uso de drogas'', argumentou.
Também serão contempladas com câmeras de vigilâncias as unidades básicas de saúde dos bairros Novo Amparo, João Paz, Pamissa, Cafezal, Itapoã, União da Vitória, Ouro Branco, Marabá, Lindóia, Aquiles, Maria Cecília, Chefe Newton/Parati, Santiago, Leonor, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Centro de Apoio Psicossocial e o Centro de Saúde que fica na esquina da rua Senador Souza Naves com a Maestro Egídio Camargo do Amaral.
Segundo o secretário, atualmente Londrina conta com 83 câmeras de vigilância. ''Devemos chegar a 230 unidades dentro de aproximadamente dois meses'', afirmou Chaves.

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