Vigilância libera ala de hospital
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quinta-feira, 24 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A Vigilância Sanitária de Londrina liberou, no final da tarde de ontem, o funcionamento das seis unidades materno-infantis do Hospital Evangélico que permaneciam interditadas desde a noite de sexta-feira. A desinterdição foi confirmada após exames, solicitados pela Vigilância Sanitária, ratificarem outros realizados anteriormente pelo próprio hospital. Os exames descartaram qualquer ligação entre a morte de um bebê, ocorrida na última sexta-feira, com a presença de uma colonização da bactéria Klebsiella em sete dos 12 bebês internados, inclusive o que veio a falecer.
A diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da secretaria municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, esteve no hospital e comprovou que não há qualquer outra bactéria colocando em risco os pacientes. Ela acrescentou que a Comissão Interna de Prevenção de Prevenção Hospitalar (CIH) tomou todas as medidas que haviam sido determinadas pela Vigilância Sanitária para desinfectar as unidades que estavam interditadas.
Se a bactéria Klebsiella não teve qualquer relação com o óbito de sexta-feira, o mesmo não se pode dizer da morte de uma outra recém-nascida, no dia 9 deste mês. Exames de cultura de sangue comprovaram a presença da bactéria na criança. Entretanto, segundo Josemari, não foi possível identificar a origem da bactéria, o que impede que se afirme que houve negligência por parte do hospital. Ela lembrou que, no mês passado, quando foi encontrada a bactéria no hospital, teria sido introduzida por uma gestante.
Em nota oficial, o Hospital Evangélico informou que todas as medidas preconizadas pelas normas que regem o setor de Saúde, ''são e sempre serão colocadas em prática todas as vezes que houver qualquer sinal que possa representar algum risco aos pacientes internados na instituição''.


