Vigilância investiga morte em Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de março de 2003
Lucinéia Parra<BR>Equipe da Folha 
Maringá A Vigilância Sanitária de Maringá está investigando a causa da morte do mecânico Idair Aparecido Gonçalvez, 29 anos. A principal suspeita é de que ele tenha sido vítima da dengue hemorrágica. Gonçalvez chegou a ser internado na Santa Casa de Maringá na última sexta-feira com dores no corpo e febre. Ele recebeu alta hospitalar no domingo, mas na segunda-feira ainda se queixava de dores.
Gonçalvez foi encontrado morto por um colega de trabalho, na casa dele, na tarde de anteontem. Amostra de sangue foi coletada e encaminhada para o Laboratório Central do Estado (Lacen), em Curitiba.
Ano passado, a Secretaria de Saúde de Maringá registrou dois casos de dengue hemorrágica. O primeiro foi da dona de casa Patrícia da Silva Moreira, 25 anos, que contraiu dengue hemorrágica no Mato Grosso, mas morreu em fevereiro deste ano em Maringá. Ainda no primeiro semestre do ano passado, a Vigilância Sanitária registrou o segundo caso de dengue hemorrágica. A vítima foi a dona de casa Silvia Aparecida de Oliveira, que ficou internada vários dias no Hospital Universitário, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Este ano, os números da dengue ainda não são alarmantes. De acordo com último levantamento da Secretaria de Saúde, foram confirmados 16 casos de dengue. O número de notificações, entretanto, já somam 174 casos suspeitos. Em 2002, Maringá registrou 1.363 notificações e teve 637 casos confirmados. Em janeiro de 2002 foram 15 casos confirmados da doença e em fevereiro do ano passado 64 casos confirmados. Já em janeiro e fevereiro deste ano os números de casos confirmados foram de nove e sete respectivamente.


