A Vigilância Sanitária de Cascavel está investigando casos de intoxicação alimentar ocorridos no refeitório industrial da Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel) na semana passada. Cerca de 70 pessoas foram intoxicadas, em pelo menos duas ocasiões. Segundo disse ontem o chefe da Vigilância, Taylor Maróstica, ainda não há conclusões sobre quais alimentos resultaram na intoxicação, porque falta o resultado de exames de material (fezes) coletado.
A coleta foi feita sexta-feira, depois que a Vigilância Sanitária recebeu informações de que algumas pessoas haviam sido internadas em hospitais de Cascavel, a maioria sendo liberada imediatamente, e outras no dia seguinte. O refeitório da cooperativa atende funcionários de seu parque industrial, à margem da BR-277 e a 5 quilômetros da cidade. A maior parte dos intoxicados disse ter comido nhoque, feijão, arroz, carne de frango, repolho e alface.
Segundo Taylor Maróstica, não é descartada a possibilidade de que a intoxicação tenha sido provocada por salmonela, originada dos ovos utilizados na produção do nhoque. O chefe da Vigilância disse que a confirmação só deve ocorrer na próxima semana, quando estarão concluídos todos os exames do material coletado. Em alguns casos, estes exames foram dificultados, porque as pessoas já haviam utilizado medicação contra os distúrbios intestinais decorrentes.
A direção da Coopavel informou, através de sua assessoria de imprensa, que prestou assistência a todos os funcionários, e determinou também coleta de fezes, que foram enviadas para exame em Curitiba. Segundo a cooperativa, deve ser considerada a hipótese de a origem do problema estar nos ovos do nhoque e também na alface. A direção relatou que o refeitório atende cerca de 750 funcionários diariamente, e a maior parte deles não sofreu intoxicação.

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