Curitiba - A reportagem da FOLHA acompanhou o trabalho de uma equipe da Vigilância Sanitária do Distrito Portão, em Curitiba. A coordenadora do setor, Solange Betenheuser, a chefe de Serviços, Kátia Guimarães e a técnica Maiara de Souza visitaram a escola Miccelli Ensino Contemporâneo, no bairro Novo Mundo, em uma fiscalização de rotina. Nada de irregular foi encontrado.
Solange explicou que a Vigilância Sanitária baseia-se na lei nº 14.855/05 para emitir as licenças sanitárias das escolas de Curitiba. O documento precisa ser renovado, anualmente, mas, inspeções periódicas de ''surpresa'' são realizadas para verificar o cumprimento à legislação.
A dona da cantina, Dulcinéia Nogueira Baggio, disse que, no início, foi difícil explicar para os alunos as novas regras. Os salgados fritos deram lugar aos assados; refrigerantes foram trocados por sucos e no lugar das balas e doces, apenas barras de cereais. Mas, a fila para comprar o lanche mostrou que as crianças se adaptaram rapidinho ao novo cardápio.
A proprietária da escola, Regina Pedroso, concorda que não adianta apenas proibir a comercialização nos estabelecimentos de ensino, já que as lancheiras continuam recheadas, principalmente, de salgadinhos e refrigerantes. Ela aponta o comodismo das mães que trabalham fora como uma das razões para o descuido com a alimentação.
De acordo com Solange, além das condições de higiene e as restrições impostas pela legislação, nas escolas que oferecem a merenda é avaliada, ainda, a qualidade nutricional do cardápio que, obrigatoriamente, deve ser elaborado por um profissional nutricionista. Os pais podem denunciar situações irregulares às vigilâncias sanitárias de seus municípios.(A.L.)

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