Vigilância faz blitze em supermercados
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quinta-feira, 24 de agosto de 2006
Silvana Leãoap6><br> Reportagem Local 
Fiscais do setor de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde iniciaram ontem uma série de blitze em supermercados, mercearias, bares, lanchonetes e lojas de conveniência para checar denúncias de venda irregular de medicamentos. Os cinco estabelecimentos visitados ontem foram autuados por estar comercializando produtos que, por lei, só podem ser vendidos em farmácias e drogarias. A operação continua até a próxima segunda-feira.
Em todos os locais fiscalizados, a variedade de medicamentos encontrados era praticamente a mesma. Em uma mercearia no Jardim Aragarça (Zona Leste), em meio a diversos gêneros alimentícios foram encontrados remédios para dor de cabeça, cólica, má digestão, assadura de bebê e dores musculares, como Dorflex, Epocler, Buscopan, Hipoglós, Gelol, Atroveram, Doril, AAS, Sonrisal, Engov e Tylenol. ''Na maioria das vezes, o dono do estabelecimento é induzido pelos vendedores, acreditando que como não exigem receita médica, estes produtos podem ser comercializados em qualquer lugar. Mas não é assim'', explicou o coordenador da Vigilância, Rogério Lampe, lembrando que é a terceira operação deste tipo realizada este ano em Londrina.
Todos os medicamentos encontrados foram apreendidos pelos fiscais. O proprietário da mercearia, que preferiu não dar declarações à imprensa, argumentou com os fiscais que vende este tipo de produto no estabelecimento há vários anos, e questionou o fato de as farmácias poderem vender alimentos. Lampe esclareceu que apenas às drogstores é permitida a venda de produtos pertinentes às lojas de conveniência, com ênfase nos considerados de primeira necessidade. ''Mesmo assim, é preciso seguir algumas normas. Os medicamentos devem ficar separados e o farmacêutico não pode se envolver na venda de alimentos. Também não é permitida, em hipótese alguma, a venda de bebida alcóolica e a manipulação interna dos produtos.''
Todos os medicamentos encontrados foram apreendidos pelos fiscais. O
Segundo o coordenador da Vigilância, em cada estabelecimento autuado é aberto um processo e o proprietário tem 15 dias para apresentar sua defesa. O julgamento, feito pelas instâncias superiores da própria Vigilância, é concluído, em média, em 30 dias. A multa pode chegar a até R$ 10 mil. ''Estes medicamentos, embora considerados mais simples, apresentam riscos às pessoas. Vários deles têm em sua fórmula, por exemplo, o Ácido Acetil Salicílico, que em caso de dengue pode levar à morte'', ressalta Lampe.


