A Vigilância Epidemiológica de Londrina encontrou um foco de larvas do mosquito Aedes aegypti dentro de um tambor no cemitério João 23, no Jardim Higienópolis (zona sul). No local, também foram encontrados mosquitos adultos que se proliferaram depois do feriado de Finados. Esse é o resultado de um arrastão que a Secretaria Municipal de Saúde e a Autarquia de Serviços Especiais (Acesf) estão fazendo em todos os cemitérios da cidade. ''Por enquanto, foram retirados cinco caminhões cheios de vasos e garrafas de apenas metade do cemitério São Pedro'', disse Elson Belisário, supervisor de controle de endemias da Vigilância.
Esta semana, o município irá divulgar a quarta e última pesquisa sobre a incidência do vetor em Londrina. Há um mês, 130 agentes de saúde estão percorrendo 15 mil imóveis (10% do total) em busca dos focos. Segundo Belisário, o último levantamento encontrou um em cada 100 locais visitados. ''Embora estejamos dentro do limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), não podemos descuidar. Estamos entrando na época das chuvas que é propícia à proliferação do Aedes''.
Até maio deste ano, foram registrados 115 casos de dengue na cidade. Para reduzir esse número, a Vigilância Epidemiológica e o Ministério da Saúde intensificarão a orientação à comunidade e o combate ao mosquito a partir de dezembro. A visita a locais de risco - como ferros velhos e terrenos baldios - e a panfletagem nos bairros com maior incidência de focos serão as principais medidas da campanha. ''No Paraná, o governo federal trabalhará em parceria com apenas 38 municípios onde existe a possibilidade do surgimento da dengue hemorrágica. Vamos unificar as estratégias e contar com uma ajuda em dinheiro'', comentou Belisário.
Na sexta-feira, representantes da Secretaria de Estado estiveram em Londrina reunidos com a direção da 17ª Regional de Saúde para divulgar a campanha nacional que deverá ser lançada oficialmente na segunda quinzena de dezembro.

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