Vigilância descarta merenda escolar
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Mais de 100 quilos de alimentos da merenda escolar foram descartados ontem, em Londrina, pela Vigilância Sanitária, por estarem com o prazo de validade vencido. Entre eles estavam feijão, arroz, extrato de tomate, óleo de soja e macarrão. Os alimentos foram enterrados ontem no aterro sanitário da cidade.
Segundo o diretor-administrativo da Secretaria Municipal de Educação, Jair Ramos, a quantidade corresponde a menos de 1% do total consumido no ano. ''De arroz, por exemplo, são consumidas 120 toneladas por ano, e de 70 a 80 toneladas de feijão. A gente trabalha com o objetivo de não perder nada, mas todos que trabalham com gênero alimentício têm problemas com validade'', explicou.
A validade desses produtos variavam entre 2002 e 2003 e aguardavam um destino adequado pela Vigilância Sanitária. Ramos explicou que não houve prejuízo para o município, já que os produtos foram repostos pelas empresas que venderam o produto. ''Desde 2002 as empresas estavam substituindo os produtos, mas não quiseram levar o que estava com validade vencida, por isso tivemos que esperar que a Vigilância desse um destino adequado'', disse.
Mas no caso de duas empresas, Vitorino da Silva e Silva Ltda, de Maringá, e Agrocomercial Peretti Frutas e Verduras Ltda, de Presidente Prudente (SP), que forneceram 353 quilos de feijão, e 1.290 quilos de arroz, respectivamente, a secretaria teve um prejuízo de cerca de R$ 1,5 mil. No caso do arroz, comprado no segundo semestre de 2001, o problema foi o caruncho, que apareceu 40 dias depois que foi entregue. E no caso do feijão, o prazo de validade vencido. ''Na época a prefeitura tentou a troca, mas a (empresa) Peretti entrou em concordata e o dono da Vitorino foi embora'', explicou Ramos. A secretaria aguarda um parecer da Procuradoria do Município para descartar os alimentos, que seriam a prova da irregularidade, e entrar com uma ação judicial.


