Vigilância constante e álcool fora do alcance
Vigilância constante reforçada por recomendações sobre os perigos de se aproximar do fogão, de brincar com álcool ou colocar o dedo na tomada. Estas são as orientações das mães ouvidas pela reportagem da FOLHA para evitar que os filhos se envolvam em acidentes por queimaduras. Mãe de três filhos e um quarto a caminho, a dona de casa Patrícia Almeida proíbe que as crianças fiquem na cozinha enquanto está cozinhando. ''Tomo o cuidado de usar as bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás'', afirma. Depois que um dos filhos levou um pequeno choque ao colocar o dedo na tomada, Patrícia passou a protegê-las com tampas apropriadas.
Vitor Hugo, cinco anos, aponta a queimadura na testa, adquirida depois de encostá-la em uma fôrma de torradas recém-saídas do forno na casa da avó. ''Em casa evito deixá-los na cozinha e sempre que saio desligo o botijão de gás. Utilizo bastante álcool em casa, principalmente na limpeza, mas não o deixo à mostra'', comenta.
A pedagoga Fernanda Vitorino Coura, mãe de Pedro Henrique, dois anos, também tem o costume de recomendar ao filho que não se aproxime do fogão. ''Ele nunca se queimou porque sabe que é perigoso'', afirma. Para evitar o alcance de mãozinhas curiosas a locais perigosos, Fernanda cozinha nas bocas de trás do fogão e com os cabos das panelas virados para trás. O álcool é guardado em uma despensa, longe dos olhos e das mãos do garoto. (C.V)





