A Vigilância Sanitária de Toledo iniciou o cadastramento das empresas que atuam com pára-raios radioativos. O cadastro é feito sem custo e visa oferecer aos trabalhadores e empresas as orientações didáticas sobre os procedimentos corretos para a retirada, embalagem e transporte do produto radioativo.
O cadastro segue a orientação da Comissão Nacional de Energia Nuclear, que rege a utilização destes produtos no Brasil. O manuseio incorreto de produtos radioativos pode causar desde ferimentos leves até câncer de pele. Pode ser fatal, dependendo da gravidade da exposição do paciente a radiação.
Conforme a farmacêutica Liane T. D. Szatkowski, responsável pelo setor de produtos e serviços da Vigilância Sanitária, só poderão atuar no município empresas cadastradas. ‘‘A exigência, sem custo para as empresas, é necessária porque há profissionais que atuam neste setor sem a devida orientação, podendo colocar em risco não apenas a sua sa© úde como também de outras pessoas’’.
Ela não soube precisar, no entanto, o número de empresas ou profissionais que atuam nesta área no município, mas ressaltou que o esclarecimento é necessário e serve de alerta para pessoas que eventualmente estejam fazendo este trabalho. Segundo ela, ‘‘o pára-raio instalado não oferece perigo. Mas durante a manipulação há riscos com a possibilidade do lacre de segurança ser rompido’’.
Os equipamentos com mais de dez anos de fabricação podem conter pastilhas de Americio 241 ou rádio 226, materiais proibidos pela resolução 04/89, da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Os produzidos antes desta data não estão fora da lei.
A Vigilância Sanitária, segundo Liane, também está preocupada com a armazenagem do material. Se ele não estiver dentro das condições estabelecidas, o responsável poderá sofrer processo administrativo-sanitário e ser enquadrado na lei de crimes ambientais. A empresa precisa ter autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear para guardar os materiais.

mockup