Guardas nem sempre são suficientes para conter a violência. Foi o que aconteceu no depósito da Secretaria de Saúde, o Centrofarma, no último dia 20 de setembro. Uma quadrilha rendeu cinco vigias e carregou duas kombis e uma Saveiro, da própria secretaria, com 27 videocassetes e nove televisores que estavam no local.
''Nós não temos como aumentar o número de vigilantes, então temos distribuí-los entre as unidades que não possuem ainda um sistema de alarme'', afirma Claudio Vilalta, gerente de vigilância patrimonial da Sa© úde de Londrina. Ele acredita que, hoje, 24 unidades já tenham segurança eletrônica, o que contabiliza cerca de metade do patrimônio físico da secretaria.
Parte dos postos, mesmo tendo sua situação sob controle, carecem da presença de vigilantes. Um deles é o Centro de Sáude Betinho, no Jardim Leonor. O posto funciona 24 horas, e realiza 30 mil atendimentos a cada mês, em uma região que está apresentando grandes índices de violência. ''Não existe segurança de dia, nem para proteger o patrimônio, nem funcionários e pacientes'', lamenta Mario Sérgio Gazolli, auxiliar de enfermagem local. ''A pessoa tem acesso fácil, e consegue entrar onde quiser''.
O mapeamento da violência aos postos de Saúde mostram 9 arrombamentos registrados em boletins de ocorrência este ano. Os postos atacados foram o de Água Três Bocas, Distrito São Luis, Distrito Irerê, Vila Ricardo (Zona Leste), Conjunto Chefe Newton Guimarães, Conjunto João Paz (ambos na zona norte), Vila Brasil, Vila Portuguesa (área central) e na Centrofarma.

mockup