Vigias fazem manutenção na UEM
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segunda-feira, 07 de janeiro de 2002
Marta Medeiros 
Maringá - A manutenção do câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está sendo feita pelos vigias por causa da greve dos demais servidores da instituição. Para tentar amenizar o acúmulo de trabalho no câmpus, a Diretoria de Serviços e Manutenção (DSM) vai convocar servidores do setor na assembléia do movimento grevista marcada para hoje, a partir da 9 horas no restaurante Universitário.
Segundo o diretor da DSM, Valmir Durante, o patrimônio da universidade está acima da greve. Não podemos abandonar o câmpus, mas compreendemos o motivo da paralisação porque a maioria dos servidores da nossa área ganha em média R$ 180,00 por mês, contou Durante.
O câmpus tem 53 alqueires e 240 prédios. Parte dos blocos tem mais de 30 anos e a falta de serviço de manutenção, principalmente nas calhas e telhados, pode ampliar os problemas dos edifícios. Conforme Durante, todos os 140 vigias não aderiram à greve porque a presença de 30% exigida pela lei da essencialidade não seria suficiente para atender o câmpus. São os vigias que estão fazendo a roçada e outros serviços mais urgentes, confirmou o diretor.
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o serviço de limpeza e roçagem começou a ser feito poucos dias antes do Natal, por um grupo de cerca de 10 funcionários. Segundo o reitor da UEL, Pedro Gordan, o prefeito do câmpus Francisco Morato convocou o grupo que, em função do mato que cresce a olhos vistos e da sujeira acumulada, está realizando o trabalho aos poucos.
A convocação dos funcionários, segundo Gordan, foi necessária devido ao aparecimento de cobras no campus. Com a greve, que começou no dia 17 de setembro, a situação de todo o câmpus é precária. A preocupação da reitoria e da prefeitura é que insetos peçonhentos invadam as salas e causem acidentes.
O Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) irá realizar uma reunião hoje, às 9 horas, no Anfiteatro Maior do Centro de Ciências Humanas (CCH), para discutir a situação atual do movimento. O comando geral de greve também deve se reunir em Londrina na terça-feira para definir os rumos da paralisação. (Colaborou Maranúbia Barbosa)


