Bandeirantes - O clima de insegurança paira pela cidade. A maioria dos estudantes teme os bandidos que agem, principalmente, quando os universitários estão estudando ou voltam para suas casas nos finais de semana. Taís dos Santos, 23, que estuda Agronomia, comentou que todos os moradores da região da Vila Maria conhecem ou já ouviram falar do homem que está preso acusado de ter estuprado a jovem na semana passada. Segundo a Polícia Civil, a vítima reconheceu o homem pela voz e vestimentas. ''Aqui atrás do Beco (local chamado pelos estudantes por concentrar um grande número de repúblicas) tem uma boca-de-fumo e esse cara sempre está passando por aqui, de olho nas casas. A cidade está repleta de estudantes e não tem como a gente viver assim, morrendo de medo com o que pode acontecer'', reclamou.
Conhecido pela quantidade de repúblicas, o bairro também chama a atenção pelos cães de guarda, adquiridos pelos universitários para garantir um pouco de segurança nas casas. O estudante de Medicina Veterinária Fábio Souza, 22, mora na mesma república há dois anos. Quando chegou, na casa já tinha um pitbull. ''Aqui na região é assim, quase todas as casas têm um cachorro de guarda.''
A estudante de Biologia Aline Sardinha da Silva, 21, mora em uma sobreloja com outras duas amigas na tentativa de ter mais segurança. Segundo ela, no final do ano passado, um homem invadiu sua casa três vezes numa mesma semana. ''Ele sempre entrava quando não tinha ninguém ou quando estávamos dormindo. Quando não conseguia levar nada, deixava cadeiras fora do lugar e até chegou a prender nossa cachorra para mostrar que passou por lá. Um dia ele ficou espiando as meninas dormindo pela janela. A gente não aguentava mais e resolvemos sair da casa'', comenta a estudante que vivenciou os três furtos com a colega Lívia Scacalossi Voltan, 21.
Mas o problema está longe de ser só com os estudantes. Os lojistas da Avenida Comendador Luis Meneguel contrataram um segurança particular. Ivone Sauer, proprietária de uma loja de confecções, disse que há cerca de um mês um homem que tinha roubado uma outra loja invadiu o seu estabelecimento para fugir da polícia. ''Um policial entrou armado e o prendeu. Eu quase morri de susto porque parecia que ia sair um tiroteio aqui dentro'', comentou.
Já Janaína Aparecida de Moraes, dona de uma loja de cosméticos, disse que toda semana grupos de adolescentes ou até mesmo adultos ''mal-encarados'' entram em sua loja causando medo e insegurança. Para os proprietários de uma farmácia, Ana Elisa Battarelli e Julio Battarelli, a mobilização popular é importante. ''Pagamos o segurança para proteger a loja porque há alguns meses aconteciam muitos casos de quebrarem as vitrines e roubarem as coisas'', comentou Ana. (F. B.)

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