Vigias criticam opiniões da PM
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sexta-feira, 19 de junho de 1998
Eledovino Bassetto Junior 
O presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores de Curitiba e Região, Renato Gonçalves da Silva, reclamou ontem que a entidade não foi convidada para o 1º Seminário de Segurança Bancária, realizado na quinta-feira na sede do Banestado. Foi um grande desrespeito com os profissionais de segurança privada, que são grandes interessados em discutir e melhorar a segurança nos bancos, afirmou o sindicalista.
Renato Gonçalves também questionou as considerações feitas pelo Comando do Policiamento da Capital e por outros presentes ao seminário. Os vigilantes ficaram irritados com a constatação, por parte da PM e dos bancos, de que a presença de um segurança armado nas agências bancárias acaba facilitando a ação dos marginais em situações de assalto. É que os vigilantes são orientados a não reagir, para não colocar em risco o público e acabam sendo rendidos pelos bandidos, que tomam suas armas.
Essa é uma posição equivocada, porque a pessoa mais visada no momento do assalto é justamente o vigilante. Se ele estiver armado, com certeza isso vai inibir os bandidos, considera o sindicalista. A argumentação de que os vigilantes não estão preparados para usar armas é falsa, porque temos preparação sob supervisão da própria polícia, disse ele. Mas o principal é que os bancos coloquem a porta de segurança, o que já é meio caminho andado, acredita. Ele cita o assalto ao posto do HSBC na Prefeitura de Curitiba, há menos de um mês, quando um segurança matou um dos assaltantes, como exemplo da utilidade de vigilantes armados.
Já o diretor administrativo do Banestado, Paulo Roberto Kruger, concorda que o fato de vigilantes armados estarem presentes nas agências acaba facilitando a ação dos bandidos. Isso não é um comentário meu, é uma constatação da realidade, disse Kruger. Para ele, o que deve mudar na segurança bancária, especificamente em relação aos vigilantes, é a postura. O vigilante é supernecessário, sim, mas não armado, porque ele recebe a orientação de se render quando há uma situação de risco. Então não precisa de arma, porque só vai ajudar os assaltantes.


