O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, espera que o caso Pedro Graciano Silva alerte a população sobre os riscos da contratação de segurança clandestino. Silva não trabalhava em nenhuma empresa de segurança, não tinha qualificação e pelo perfil psicológico não poderia trabalhar como vigia.
‘‘Estamos alertados há muito tempo sobre o perigo que é a contratação de vigilantes ilegais por particulares, mas parece que as pessoas não compreendem os riscos disso’’, lamenta. Segundo Soares, em Curitiba existem seis mil viligantes profissionais e mais de 15 mil vigias ilegais.’’
Ontem, a síndica do condomínio Vila Formosa, na Fazendinha, onde Silva trabalhou por quase dois anos como vigia não quis falar sobre o assunto. Mas um colega de Silva, o vigia Edson do Vale Freitas disse que Silva nunca aparentou ser violento. ‘‘Ele pedia conselhos sobre a mulher e parecia que não ouvia o que a gente falava, sempre tínhamos que repetir para ele esquecer a ex-mulher’’, diz. ‘‘O engraçado é que quando antes da separação, a mulher vinha aqui e ficava nos beijos e abraços com ele, até parecia um casal de namorados.’’ (E.C.)

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