Capitão Leônidas Marques O delegado de Capitão Leonidas Marques (78 km ao sul de Cascavel), Sandro Spadotto Barros, instaurou inquérito para apurar se o vigia de escola Laerte Borgeaozan, 59 anos, foi vítima de instigação ao suicídio.
Segundo informações da Polícia Militar, por volta do meio-dia de ontem, Borgeaozan usando um canivete e uma faca de cozinha extraiu seu órgão sexual (saco escrotal, testículos e pênis). Depois de extraído, o órgão encontrado e recolhido pelos socorristas na varanda da casa foi arremessado pela janela por Borgeaozan.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU) de Cascavel, o vigia não corre risco de morte, mas até o início da noite ainda estava internado na Unidade de Terapia Intensiva. A família não autorizou o hospital a dar mais informações sobre o estado de saúde do paciente. Deste modo, ainda não se sabe se o órgão (levado pelos socorristas na ambulância) poderá ser reimplantado.
A filha do vigia, a faxineira Cleide Borgeaozan, disse aos policiais militares que o pai estava sendo ameaçado de morte pela família de uma adolescente de 14 anos, com a qual teria mantido relações sexuais nas últimas semanas. Ela seria estudante da Escola Municipal Santa Mônica, onde Laerte trabalhava e morava.
Cleide disse aos policiais que pretendia registrar queixa depois de uma conversa que ambos tiveram na noite de anteontem, quando o pai teria dito que a garota informou aos irmãos que estava grávida.
Ela também afirmou que o pai está em ''profunda depressão'' e que teria preparado um suicídio por enforcamento. A tentativa foi frustrada com a ajuda da filha.
A auto-mutilação teria sido consumada no banheiro da casa. Laerte, um viúvo que mora sozinho, deixou um rastro de sangue até a sala e ainda apresentava uma forte hemorragia quando foi socorrido. O chamado foi feito por um vizinho, alertado pelos gritos de dor do vigia.
O delegado disse que irá ouvir a família da adolescente, especialmente um dos irmãos, que seria o autor direto das ameaças. ''Mas a investigação começa, de fato, com o depoimento do vigia. Tão logo ele receba alta médica, vamos ouví-lo, o que pode ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre o caso'', garantiu Barros.

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