Vigia é morto em Foz com pistola 10 mm
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quarta-feira, 09 de março de 2005
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Foz do Iguaçu Um segurança foi morto anteontem à tarde na periferia de Foz do Iguaçu com um tiro na cabeça. O que chamou atenção das autoridades foi a arma utilizada no crime: uma pistola 10 mm. O armamento nem é produzido no Brasil e tinha venda proibida mesmo antes do Estatuto do Desarmamento devido ao alto poder de destruição.
Geraldo José Lima, 31 anos, estava sentado na porta de sua casa, localizada na Vila Borges, quando foi alvejado. A esposa da vítima relatou à polícia que os autores do homicídio seriam dois homens que estavam em uma moto Honda CG, cor prata, que passaram atirando. Além dos estojos das balas 10 mm, a perícia também encontrou no local cápsulas de pistola 380.
Segundo o investigador da Delegacia de Homicídios, Carlos Cabral, o motivo do crime seria uma antiga rixa de família. Cabral afirma que esse foi o primeiro homicídio registrado em Foz com armamento deste porte o que evidencia a força do tráfico de armas na fronteira.
A pistola 10 mm, explica Cabral, é um armamento produzido apenas no exterior com alto poder de fogo. ''Ela é mais potente que a .40, a arma utilizada hoje pela polícia'', diz. Armas de alto calibre são de uso exclusivo da polícia. Essa é ainda mais potente que a 9 mm, cujo uso é reservado apenas para as Forças Armadas, já que é classificada como arma de guerra.
Ele não acredita que a ''raridade'' do armamento auxilie a polícia a chegar as autores do crime. Segundo ele, ter adversários com poder de fogo maior do que da corporação não chega a ser uma surpresa. ''Essa especificamente nunca tinha aparecido, mas é comum encontrarmos armas de grosso calibre e fuzis. Um polícial militar já foi morto em Foz com um tiro de fuzil'', afirma.


