O vigia José Pires de Lucena, de 54 anos, foi condenado a pagar R$ 1 mil, com juros de 10% ao mês a contar de dezembro do ano passado, ao Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), num processo que o acusou de calúnia e difamação. O Sismuc processou o vigia a partir de uma denúncia publicada na Folha em abril de 98, dando conta que a entidade teria retido indenizações da ordem de R$ 1,1 milhão, decorrentes de ganhos trabalhistas de 116 vigias da Prefeitura de Curitiba e que entraram na Justiça, via Sindicato, reclamando direitos adicionais.
Passado um ano do episódio, Lucena afirma que a matéria que levou a sua condenação não correspondeu a suas declarações sobre a divergência com o Sismuc. Conforme ele, as informações foram retiradas de uma entrevista dada por ele a uma emissora de televisão, cuja fita ele não conseguiu ter acesso. ‘‘Eu não falei o que foi publicado’’, garante o vigia.
O advogado Alceu Dallabona, que está acompanhando o caso, adianta que entrará com recurso no Tribunal de Pequenas Causas contra a decisão judicial. Ele já pediu uma cópia da entrevista dada por Lucena a uma emissora de TV de Curitiba e está aguardando retorno. Dallabona pretende entrar com o recurso na Justiça ainda este mês. A Folha tentou entrevistar o presidente do Sismuc, Paulo Rogério de Jesus, mas não conseguiu contato.

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