Vigia é baleado durante assalto e perde visão
Érika Pelegrino
O vigia Antônio Rodrigues da Silva, 52 anos, foi ferido à bala no olho esquerdo durante assalto ao Mercado e Sacolão Tropical, na noite de anteontem. Silva está internado no Hospital Universitário e, segundo o proprietário do estabelecimento, José Mário Milão, o vigia perdeu a visão. O sacolão fica na Rua Ernestina Dalvani dos Santos, no Jardim Marabá (zona leste).
José Mário Milão contou que dispensou as funcionárias às 19h30 e ficou aguardando a chegada do vigia. Por volta das 20 horas, Antônio chegou ao trabalho. O proprietário disse que chamou-o para ajudar a carregar o carro com algumas compras que ainda iria entregar. Quando abri o carro, nós notamos que três homens surgiram na esquina e desciam a rua devagar.
Ele disse que um dos homens estava com um gorro que cobria parte do rosto. Quando chegaram perto de nós, um deles perguntou a hora para o vigia, que respondeu ser 20 horas. Neste momento, o homem sacou a arma e foi para cima dele.
Outro assaltante, que também estava armado, levou José Mário para dentro do sacolão exigindo dinheiro. Foi quando ouvi um tiro lá fora e vi o vigia sair cambaleando. O homem chegou a fazer outro disparo mas não acertou. Após os disparos, o assaltante que estava dentro do sacolão tirou do bolso do proprietário um talão de cheques da Caixa Econômica Federal de Cambé com duas folhas e saiu correndo. O vigia foi caminhando até o vizinho que o socorreu imediatamente, afirma José Mário.
Antônio Rodrigues da Silva foi internado no Hospital Universitário e, segundo a assessoria de imprensa do HU, seu estado era regular ontem à tarde. Ele se submeteu a uma cirurgia.
Na noite de anteontem, às 23 horas, a Farmácia Vale Verde da Avenida Juscelino Kubitschek também foi assaltada por dois homens armados que levaram R$ 120,00. O delegado Acácio de Azevedo, da 10ª Subdivisão Policial, afirma que na terça-feira ocorreram apenas dois assaltos à mão armada, que já estão sendo investigados. Todas as noites são realizadas rondas pela polícia civil e militar na cidade, das 19 às 24 horas, afirma o delegado.





