Vigia dispara contra vizinhos e fere dois
Dimitri do Valle
O vigia Rivair Lara de Moraes, 47 anos, foi preso na manhã de ontem no bairro Novo Mundo, em Curitiba, depois de ferir a tiros uma mulher e o filho de 15 anos. A polícia não tem explicações concretas sobre o que causou a ira de Rivair, que era vizinho das vítimas. O vigia foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e permanece detido na carceragem do 8º Distrito Policial, no bairro Portão.
No depoimento que prestou na delegacia, Rivair não soube explicar porque atirou contra uma família inteira. Disse apenas que estava sendo ameaçado pelo instalador de telefones Vladislau Golembiuk, 45 anos, que é padrasto do estudante Luciano Zerbini Bernardes Pereira, 15 anos. O garoto levou três tiros e está internado no Hospital do Trabalhador. Seu estado de saúde é delicado e estável, segundo o boletim médico da tarde de ontem.
A mãe de Luciano, a dona de casa Cilíssia Golembiuk, 40 anos, também está internada no Hospital do Trabalhador para se recuperar de um tiro que levou na perna. A inexplicável atitude de Rivair contra os vizinhos começou por volta das 7 horas da manhã de ontem na rua Bernardo Jacinto da Veiga, no Novo Mundo. Ele saiu de casa armado com um revólver calibre 38 e encontrou Vladislau que já estava dentro do carro, saindo para ir ao trabalho, na Telepar. Junto com ele, estavam Luciano e a irmã de apenas seis anos.
Sem qualquer motivo aparente, Rivair disparou cinco tiros em direção ao automóvel. Dois disparos encontraram a lataria do carro e os outros três atingiram a cabeça, a coluna e um dos braços de Luciano. Cilíssia, que estava no portão, testemunhou a cena e partiu para cima de Rivair. Os dois trocaram agressões e Rivair conseguiu atingir mais um tiro na perna da mãe de Luciano. O vigia não teve sorte ao tentar escapar. Policiais militares que estavam nas proximidades realizando uma patrulha de rotina escutaram os tiros e prenderam o agressor, que não esboçou reação.
Vladislau Golembiuk não conseguiu entender o motivo que teria levado Rivair a atirar contra sua família. O instalador de telefones negou à polícia que tenha feito ameaças ao vigia. Apesar de ser vizinho do atirador, garantiu em depoimento que nunca o cumprimentou ou teve qualquer discussão com ele. Os policiais também estranharam o que Rivair disse. Além de acusar Vladislau, falou que se sentia ameçado por qualquer pessoa. O vigia, que morava com a mãe, era visto como uma pessoa retraída, que não cumprimentava ninguém da vizinhança.Policiais militares que faziam uma patrulha de rotina nas proximidades ouviram os tiros e prenderam o agressor
Kraw PenasInesperadoRivair Lara de Moraes disse que se sentia perseguido, mas não soube explicar porque atirou contra os vizinhos. Eles sequer se conheciam





