Vigia confessa crime e diz que era ameaçado
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terça-feira, 04 de julho de 2000
Telma Elorza De Londrina 
O delegado Jorge Barbosa, do 5º Distrito Policial de Londrina, ouviu ontem, pela manhã, o vigia Carlos Roberto Ferreira, 32 anos, que confessou ter matado com uma facada no tórax, na tarde do último domingo, o fugitivo da Cadeia Pública de Cornélio Procópio, João Gomes, de 37 anos, conhecido como Magrão. Ferreira se apresentou depois que o delegado recebeu denúncias da autoria do crime.
De acordo com o delegado, o vigia alegou que matou Magrão em legítima defesa: Segundo ele, Magrão teria o ameaçado com a faca e, para se defender, entrou em luta corporal. No meio da briga, teria acertado uma facada na vítima. O vigia disse ao delegado que vinha sendo ameaçado pela vítima há algum tempo. Magrão havia morado nos fundos da casa da mãe do vigia por algum tempo, mas como começaram a ocorrer pequenos furtos na casa, Ferreira teria o expulsado do local, por isso estaria recebendo ameaças de morte, contou.
Magrão foi morto domingo à noite em frente a um bar no Conjunto Novo Amparo (zona leste). A vítima foi presa em Cornélio Procópio por ameaça e roubo. Segundo Barbosa, apesar de ter passagens pela polícia, o vigia responderá ao inquérito em liberdade.


