O vigia Oliveira de Farias, o ‘‘Português’’, foi preso em flagrante na noite de quinta-feira por ter ameaçado de morte Maurício de Paula Marinho Filho, 20 anos, conhecido como ‘‘Mauricinho’’.
Oliveira de Farias ameaçava o rapaz para que ele não fosse denunciá-lo pelo assassinato de Jefferson Trindade Brenzon, de 17 anos, conhecido como‘‘Beto Feio’’.
Português foi preso pelo delegado do 2º Distrito Policial (zona leste de Londrina), Antônio Zuba de Oliva. Português não sabia que, na tarde do mesmo dia, Mauricinho já o havia denunciado pelo homicídio.
‘‘O Português foi autuado em flagrante na frente da casa do rapaz (rua Pingo D’Agua, 305, jardim Ideal, zona leste). Ele foi indiciado por constranger testemunha mediante ameaça de morte’’, afirma o delegado Zuba. Assim que foi preso, o vigia confessou ter matado Beto Feio, e alegou ter agido em legítima defesa.
O delegado disse achar ‘‘estranha’’ a alegação do acusado, pois as cinco testemunhas que ouviu no inquérito policial afirmaram que Português se aproximou de Beto Feio disparando seu revólver, não dando nenhuma chance de defesa à vítima.
O homicídio teria ocorrido por causa de uma Mobilete que Beto Feio havia furtado no estacionamento de uma sorveteria na rua Quintino Bocaiúva (centro de Londrina), onde Português trabalhava como vigia. Ele estaria sendo ameaçdo de perder o emprego caso não recuperasse a Mobilete.
O assassinato de Beto Feio aconteceu no pátio da Copel, no parque das Indústrias (zona leste). Antônio da Silva, que é guarda daquela empresa, disse que Mauricinho ajudou Português a fugir depois da morte de Beto Feio.

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