Vigia acusa gerente de comandar assalto
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segunda-feira, 30 de março de 1998
James Alberti 
Jonas de OliveiraPrisãoA quadrilha, da qual fariam parte o gerente e o vigia, foi presa a partir da investigação da vida do guardaPoliciais da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos prenderam cinco homens acusados de assaltar o posto do Banestado que funciona no 2º Cartório de Protestos, junto à Galeria Ritz, na rua XV de Novembro, 151. O assalto, que ocorreu no último dia 18, teve a participação do vigia da agência, Amilton Marconcini, 29 anos, que acusa o gerente, José Carlos Salvio Pereira, de ser o mentor do crime. Pereira nega a versão contada pelo guarda.
Os outros três assaltantes, Sidnei Marconcini, 28 anos, Alceu Lorival de Lima Júnior, 21 anos, e Antonio da Silva, 31 anos, que confessaram o crime, também incriminam o gerente. Em conluio com Amilton, os três entraram no banco com um revólver de brinquedo e não encontraram nenhuma resistência.
A polícia chegou à quadrilha ao investigar a vida do vigia. Descobrimos que ele (Amilton) tinha um irmão que levava uma vida torta, disse o investigador Abel Fronholtz. Sidnei, irmão de Amilton, é o único dos cinco que tem antecedentes criminais. Em 1991 foi preso e ficou cerca de três anos na penitenciária de São José dos Pinhais, por causa de um homicídio que ele diz ter praticado, em 1989, em legítima defesa.
Outra pista que levou os policiais aos assaltantes foi a descoberta de que três dos acusados estavam gastando muito dinheiro. Sidnei depositou R$ 12.000,00 na conta de uma irmã. Antonio da Silva comprou terreno no cemitério e deu um belo funeral à mãe, Laura Maria dos Santos, 67 anos, que morreu dias depois do assalto. Os dois e Alceu compraram roupas, calçados e pagaram contas atrasadas.
Na sexta-feira, os policiais foram a Garuva, em Santa Catarina, e prenderam Sidnei, que estava na casa de parentes. Ele foi o primeiro a confessar a autoria do assalto. Todos os outros foram presos no mesmo dia. Alceu e Antonio foram detidos em São José dos Pinhais, onde residem; Amilton, em sua casa no bairro Piraquara e Pereira enquanto trabalhava na agência bancária.
A polícia recuperou cerca de R$ 28,000,00, dos R$ 48.000,00 roubados. Conforme o vigia, o restante ficou com o gerente. O delegado Rubens Recalcatti disse que Pereira negou-se a conversar com a imprensa. O gerente teria dito que pegou R$ 8.000,00 do banco após o assalto, mas que não participou do crime.


