Viga segura teto de escola em Paiquerê
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terça-feira, 24 de outubro de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Há cerca de três meses o forro do pátio da Escola Municipal Armando Rosário Castelo, no distrito rural de Paiquerê, é escorado por uma viga de madeira. ''Em 1996, a escola passou por uma reforma, pois tinha sido incendiada. Agora, a madeira do teto envergou'', conta a diretora do colégio, Maria Ângela Seixas.
A instituição atende 478 alunos da pré-escola à 8 série. Pela rede municipal de ensino, 32 professores trabalham de manhã e à tarde. No período noturno há também turmas de Educação de Jovens e Adultos e Ensino Médio. ''Com tanta gente circulando, aquilo acaba sendo um perigo. Imagine se aquela escora cai em cima de uma criança'', reclama a presidente da Associação de Pais e Mestres (APM), Rosana Aparecida Nunes.
Rosana, que também é mãe de um estudante de 13 anos, cursa a 7 série no colégio. Ela diz que os pais não sabem mais o que fazer. ''Tivemos uma reunião com a secretária de Educação e ela garantiu que a escola será reformada. Isso precisa acontecer. Temos tantos bons professores aqui, merecemos mais respeito e atenção'', sugere.
A diretora esclarece que a reunião com a administração municipal foi feita, mas que o valor da reforma e a greve dos servidores municipais acabaram retardando o processo. ''A reforma está orçada em cerca de R$ 800 mil. Com este valor, a secretária afirmou que é possível construir uma nova escola. Nós estamos aguardando. Os marceneiros disseram que a viga é garantida'', comprova, empurrando a estrutura com as mãos.
A secretária da Educação de Londrina, Carmen Lúcia Baccaro Sposti, confirmou a intenção de construir um novo prédio e garantiu que, atualmente, a situação na escola é segura. ''Mandamos um engenheiro estrutural para atestar a segurança. Sobre o projeto de reforma, o valor é muito alto, então estamos buscando alternativas'', explica.
Existe a possibilidade de uma parceria com o governo estadual para a viabilização da nova escola, uma vez que no período noturno funciona no prédio o Ensino Médio, que é de responsabilidade do Estado. ''Estamos conversando, mas sei que qualquer mudança não deverá acontecer ainda este ano'', afirma Carmen.
A presidente da APM, Rosana Nunes, garante que os pais continuarão acompanhando o problema e cobrando soluções. ''Vamos rezar para não acontecer nada de ruim e pedimos apenas mais atenção com nossas crianças''.


