O desabamento de uma viga na cozinha do Lar Anália Franco, em Londrina, quase causa uma tragédia. Por sorte, o acidente ocorreu durante a madrugada de sábado e não havia ninguém no local. O plantonista do Lar Irapuan Guimarães Barbosa disse que acordou com o barulho do desabamento. A viga de quatro metros atingiu parte de um fogão e um armário da cozinha.
''Se a viga tivesse caído durante o dia, com certeza teria matado funcionários e crianças que circulam por aqui a todo momento'', desabafou o presidente da entidade, Waldir Piedade. Ele teme pela segurança das crianças e funcionários que trabalham no prédio. A viga não tinha sequer uma barra de ferro que a sustentasse. Na parte de cima da cozinha ficam o berçário e a sala do maternal, onde são atendidas diariamente quase 40 crianças. Hoje um engenheiro vai fazer uma vistoria para avaliar as razões da queda e também se as demais vigas que sustentam a laje correm o risco de desabar. O teto da cozinha apresenta sinais de infiltração. ''Se o prédio for interditado não sei onde vamos colocar as crianças'', afirma Piedade.
De acordo com o presidente da entidade, uma nova cozinha está sendo construída ao lado do local onde ocorreu o acidente. Mas a obra, em fase de acabamento, está paralisada por falta de recursos. Piedade informa que precisa de R$ 10 mil reais, entre materiais e mão-de-obra, para terminar a cozinha. O mobiliário será fornecido pela Secretaria de Ação Social do município. Piedade disse que já falou com vários empresários da cidade mas muitos negaram ajuda alegando que estão contribuindo com o Programa Fome Zero, do Governo Federal. ''Vão matar a fome lá do Nordeste enquanto as entidades daqui correm o risco de fechar as portas'', critica.
A construção é de 1952 e apresenta vários problemas. ''As instalações elétricas são péssimas. Quando chove, temos salas que ficam alagadas'', reclama. O lar é administrado por uma entidade de orientação espírita. A prefeitura cobre parte dos R$ 20 mil gastos com a folha de pagamento. O restante é obtido através do bazar beneficente que funciona diariamente na sede do Lar e comercializa produtos doados pela comunidade, como roupas, sapatos e móveis usados. Os alimentos servidos para as crianças também são provenientes de promoções e doações.
A entidade tem 60 funcionários que cuidam de 237 crianças. Oitenta crianças e adolescentes, encaminhados pelo Juizado de Menores, vivem em regime de abrigo nas cinco casas-lares da entidade. As duas casas maiores, onde ficam 40 menores, também precisam ser reformadas. Piedade pede o apoio de construtoras da cidade para a realização dos serviços. ''Temos prontos todos os projetos de reforma, mas dependemos do auxílio da comunidade''. O Lar também precisa de voluntários da área da saúde.
Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone (43)3325-8060, ou comparecer à entidade que fica na Avenida Anália Franco, 33, bairro Aeroporto (zona leste).

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