Os 13 vietnamitas que estão passando necessidades em Cascavel e o empresário André Vu, também do Vietnã, se reuniram ontem na Associação Comercial e Industrial (Acic) em busca de uma solução para o grupo de estrangeiros que está há 17 meses no Brasil, ilegalmente. Mas o resultado não foi dos melhores: eles podem ser deportados do Brasil.

Os vietnamitas alegaram ter participação na indústria de macarrão de André Vu. Eles explicaram que antes de vir ao Brasil, sete fizeram empréstimos em bancos do Vietnã para aquisição de máquinas posteriormente instaladas na empresa. O grupo tem um contrato, válido no país de origem, que comprova o investimento de US$ 130 mil na compra de máquinas e caldeiras.

Os estrangeiros possuem um outro contrato estabelecendo que cada um receberia US$ 500 de salário. André Vu voltou a negar vínculo com os compatriotas e colocou a culpa em um sócio, Ong Lê Dinh Nhân, que reside no Vietnã. ''Os documentos foram assinados por ele. Já falei para vir ao Brasil resolver a situação'', alegou o empresário, que mora há 22 anos no País.

André Vu garantiu que o sócio está viabilizando o envio de dinheiro para a compra de ao menos quatro passagens. Em relação aos demais, o empresário disse não haver nenhuma perspectiva do que poderá acontecer. Os estrangeiros não querem voltar ao Vietnã porque temem ser presos em decorrência da dívida com o banco.

Antes da reunião os estrangeiros foram notificados pela Polícia Federal, de Foz do Iguaçu, para deixar o Brasil em oito dias e pagar multa de R$ 827,25 cada um, por ultrapassarem o prazo de permanência previsto. Se não saírem do País, serão deportados.

O presidente da Acic, Rogério Stein, disse ter entrado em contato com a Embaixada do Vietnã no Brasil. Ele informou que o embaixador extraordinário, Nguin Van Tich, alegou não ter condições financeiras para ajudar os vietnamitas.

mockup