Imagem ilustrativa da imagem Vidro: toneladas pela cidade e baixo valor de mercado
| Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

De todo o material reciclável coletado em 2018 em Londrina, os vidros representaram 24%. Dado o grande volume, o risco à saúde dos trabalhadores durante a coleta e o baixo valor de mercado, esse material vem sendo um desafio para as cooperativas. “São R$ 80 por uma tonelada e ele é comercializado quebrado, ou seja, os trabalhadores têm que quebrá-los com a força das mãos. Além disso, na hora da coleta, dependendo da maneira que os cacos vão para o lixo, a gente pode se machucar”, diz a diretora financeira da Cooper Região, Verônica Cardoso Costa de Souza.

Para descartar vidros quebrados, a orientação é utilizar uma garrafa pet cortada ao meio (como uma cápsula), ou então, uma embalagem longa vida. “É só passar uma fita crepe e amarrar em uma sacola porque na hora que o catador pegar, ele vai ouvir o barulho e ficar atento”, completa.

Para agregar mais valor a este tipo de material, algumas iniciativas estão envolvendo indústrias e cooperativas. Uma delas é o programa “Glass is Good”, implementado há nove anos em vários estados brasileiros. O programa chegou em Londrina pela parceria com a Cooper Região, que coleta cerca de 80 toneladas de vidro a cada mês. “Vamos receber um equipamento no valor de R$ 50 mil (esteira e moinho de vidro) e em troca faremos a entrega direto na indústria ou viabilizando um ponto de coleta aqui na cooperativa”, explica.

Outro incentivo do programa é com a oferta de oficinas de artesanato a partir de materiais recicláveis. “É uma alternativa para agregar valor ao nosso material. Aprendemos a fazer peças de bijuterias e decoração com borra e cápsulas de café e até vidro. Isso pode gerar uma renda extra."

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