Videovigias reforçam a segurança na UEL
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
A instalação de 152 câmeras de videovigia no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Zona Sul deve começar ainda esta semana. Segundo o prefeito do campus, Laerte Matias, até sexta-feira será dada a ordem de serviço para iniciar a terceira parte do projeto que vai reforçar a segurança do campus. A medida pretende evitar a ocorrência de assaltos e outros delitos, além de trazer mais segurança aos alunos, professores e funcionários.
De acordo com Matias, as câmeras são altamente sofisticadas. ''Elas podem girar 360 graus, além de manterem focadas as imagens que estão a 3.600 metros de distância'', explica. Ele também lembra que com essa tecnologia futuramente a universidade poderá transmitir palestras. ''A decisão de quem poderá ter acesso às imagens deverá ser decidida pelo Conselho Administrativo e pelo Conselho Universitário''. O equipamento será colocado em locais estratégicos como o calçadão do campus, estacionamentos, acesso de prédios e Restaurante Universitário, que serão monitorados 24 horas por funcionários treinados.
Para a implantação de todo o projeto, que também inclui a integração dos sistemas de alarmes e a construção de cancelas e guaritas, a UEL recebeu cerca de R$ 330 mil das secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Segurança Pública e Planejamento. Só a parte de videovigias foi contratada por R$ 256.254,00. Já a integração da rede de alarmes à central telefônica ficou em R$ 18 mil.
Segundo o prefeito do campus, agora todos os alarmes possuem um discador que avisa a central caso algum local seja violado. No total são 124 alarmes em todo o campus. ''Alguns equipamentos eram de marcas diferentes, então nós readequamos o sistema e instalamos mais 17.'' Além das cameras e alarmes, hoje a UEL conta com 134 vigilantes que trabalham em três turnos.
A construção das cinco cancelas e das duas guaritas também já foram iniciadas. ''Acredito que até maio todos os sistemas estarão funcionando'', disse o prefeito do campus. Segundo Matias, as cancelas serão colocadas em todas as entradas e saídas da universidade. ''Após uma certa hora, os acessos serão fechados e a circulação será direcionada para as entradas da Avenida Castelo Branco, onde teremos duas guaritas com câmeras''. A forma como será feita a identificação dos visitantes ainda não foi definida.
Em 2003, foram 81 arrombamentos, oito assaltos e 30 furtos de equipamentos. Já em janeiro deste ano, a Divisão de Segurança da universidade registrou dois arrombamentos, uma tentativa de furto, um roubo de uma motocicleta e a prisão de duas pessoas que estavam utilizando entorpecentes. O prefeito do campus acredita que o índice de violência não é tão grande considerando que mais de 20 mil pessoas circulam pelo local todos os dias, mas, segundo ele, certamente haverá uma diminuição quando todos os sistemas estiverem operando.


