Videomania vicia e leva jovens aos consultórios
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terça-feira, 25 de março de 1997
Ivan Santos 
Da Sucursal
Kraw PenasIvo Hermógenes: pais não devem deixar os filhos horas diante do videogameSe o seu filho passa várias horas preso à tela de um videogame ou gasta toda a mesada no fliperama é bom começar a preocupar-se. Um novo tipo de dependência começa a chegar nos consultórios de Curitiba - o dos viciados em jogos eletrônicos. O primeiro caso foi registrado pela Clínica de Recuperação Nova Esperança, especializada no tratamento de dependentes de drogas, que está tratando um paciente de 14 anos dependente de videogame.
Tudo começou quando o garoto, de família de classe média alta curitibana, tinha apenas oito anos de idade e começou a brincar nos fliperamas. No início, tudo parecia um passatempo inocente. Com o tempo, ele passou a deixar de lado escola, esporte e a desaparecer de casa por longos períodos com explicações pouco convincentes. Até que seus pais descobriram que ele passava a maior parte do dia jogando, e praticava pequenos furtos em casa para comprar mais fichas.
A família que deixa um adolescente passar quatro ou cinco horas jogando videogame corre o risco de ver passar um problema que mais tarde pode se agravar, diz o terapeuta Ivo Hermógenes. Segundo ele, apesar de esse ser o primeiro caso que chega a clínica, os fliperamas de Curitiba estão cheios de potenciais dependentes do jogo. É muito difícil dizer quando se torna uma dependência ou não, avalia.
Segundo Hermógenes, pais que passam o dia inteiro fora de casa acabam estimulando o contato precoce dos filhos com os jogos eletrônicos. Os pais acham que se o filho está na frente da tv, computador ou videogame, está seguro, explica.


