Vídeo revela como outros países tratam do problema
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terça-feira, 13 de novembro de 2001
Maranúbia Barbosa<br>De Londrina 
Problemas relativos à coleta, tratamento e destinação final do lixo, comuns em Londrina, em todo o Brasil e também em outros países, foram tema de um documentário produzido pela TV Cultura, de São Paulo, e apresentado ontem no Hotel Sumatra. Entre os presentes, estavam os presidentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e da Autarquia Municipal do Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, o vereador Roberto Kanashiro (PSDB), diretores da Vega Engenharia Ambiental e outras autoridades.
O documentário, de mais de cinco horas de duração, foi produzido durante um ano por uma equipe dirigida pelo jornalista ligado às questões ambientais, Washington Novaes, com a direção de arte do artista plástico goiano Siron Franco e trilha sonora do compositor Gilberto Gil. A complexidade do problema em escala mundial, as sugestões e iniciativas públicas e privadas constam do documentário e vão servir para orientar as discussões na comunidade londrinense.
O documentário sobre lixo, patrocinado pela Vega Ambiental, mostra as experiências de países como a Dinamarca, que usa água quente para remover resíduos de chicletes das ruas. A profissão de gari em Copenhague, capital dinamarquesa, é valorizada e bem remunerada.
Nos Estados Unidos, a produção de lixo por pessoa é tão grande quanto o poder de compra existente no país. Cada norte-americano consome em média, durante a vida, 15 mil quilos de metais, 16 mil quilos de papel, 22 mil quilos de madeira, 29 mil quilos de produtos químicos e quase 500 mil quilos de materiais de construção. Em Nova York, o aterro está sendo desativado e o lixo transportado a cerca de 500 quilômetros de distância.


