Marcos BorgesEmergênciaSandra e Fernandes, doutores da UEL: ‘Já está passando da hora de o município estudar uma solução para o destino do lixo sólido’O workshop de instalação da subseção da Abes na UEL, dia 11, promete ‘‘esquentar’’ a discussão sobre a destinação final do lixo sólido gerado em Londrina. O problema, que gera muita polêmica na Cidade, já está pedindo uma solução emergente, ressalta a professora Sandra Márcia da Silva. Isso porque o tempo de vida útil do Aterro Sanitário, o popular Lixão, localizado na estrada do Limoeiro (zona leste), não passa de dois anos se continuar sendo utilizado da mesma maneira. ‘‘Já está passando da hora de o município estudar uma solução para o destino do lixo sólido’’, diz Sandra Márcia da Silva.
Segundo a professora, que é doutora na área de saneamento pela Universidade de São Paulo (USP), é preciso fazer um plano diretor dos resíduos sólidos de Londrina. Ela lembra que não adianta simplesmente promover mudanças na fase final do processo de coleta do lixo, mudando o Lixão de local ou instalando a usina de compostagem. Dependendo da decisão, é preciso mudar o processo. ‘‘Se muda o destino final do lixo é preciso mudar também o sistema anterior. A reciclagem do material implica na mudança da forma de coleta’’, justifica.
Sandra Márcia da Silva e Fernando Fernandes, também com doutorado em saneamento na França, realizaram há alguns anos um projeto sobre a readequação do Aterro Sanitário. Parte do trabalho foi desenvolvido na administração do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, como a revitalização da área, a construção dos pisômetros e da estação de tratamento de chorume - esta até agora não entrou em operação, comenta a professora.
Ela lembra que o projeto original já foi reestudado em 96. Sandra Márcia da Siva explica que o plano diretor deveria ser elaborado com urgência e concluído antes que termine o prazo de vida útil do Lixão. O plano diretor deve caracterizar os tipos de resíduos sólidos, mostrar o potencial do material reciclável e apontar áreas favoráveis para a instalação de uma estação de tratamento ou de um aterro sanitário.
O workshop tem como tema central as ‘‘Alternativas de tratamento e destino final de resíduos sólidos urbanos e suas consequências na gestão do sistema de limpeza pública - reflexões sobre o caso de Londrina. O evento contará com a participação do presidente da AMA, Nelson Kohatsu, e do presidente da Abes do Paraná, Nicolau Leopoldo Obladen.
As palestras começam às 9 horas, logo depois da instalação da subseção da Abes, marcada para as 8h30, no anfiteatro do CTU da Universidade Estadual de Londrina. O workshop é aberto à comunidade. No período da tarde, Obladen pretende visitar algumas lideranças locais para divulgar o 19º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que será realizado de 14 a 19 de setembro, em Foz do Iguaçu.
Estão sendo esperados cerca de 3 mil participantes, não só do Brasil, mas também da Argentina e Portugal. O tema do congresso da Abes neste ano é: ‘‘Saneamento ambiental: ambiente de negócios ou um negócio ambiental?’’ Paralelamente a esse evento vai acontecer a 2ª Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental - a Fitabes 97.
(Adriana De Cunto)

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