Vida útil do equipamento de proteção depende do uso
Para Rogério Rigon, diretor-executivo de uma das maiores empresas fabricantes de coletes à prova de impactos do Brasil, a Taurus Blindagem Ltda. de São Paulo, a questão da durabilidade do produto é muito subjetiva e complexa. À princípio, a validade de um colete é de quatro anos. Mas é o mesmo caso do capacete de motociclista, que também tem validade para o mesmo período mas pode ser utilizado muito bem até por 10 anos. Tudo vai depender de como foi usado, diz.
Rigon explica que é difícil avaliar, só pela data na etiqueta, as verdadeiras condições de uso do colete. Para começar, é preciso ver que a validade é sobre o uso, não sobre a fabricação. Se foi comprado em 1995 mas distribuido aos policiais em 98, por exemplo, o colete ainda está dentro do prazo. Além disso, se foi bem cuidado, se não molhou, não dobrou ou foi deixado ao sol e dependendo do material utilizado na fabricação, pode render mais uns dois, três anos após o prazo, afirma.
Ele faz questão de ressaltar, porém, que os coletes que já receberam um tiro devem ser descartados. Para Rigon, a melhor forma de avaliar se os equipamentos ainda estão em condições de uso é fazer um teste: Pegue quatro ou cinco daqueles mais maltratados, em piores condições, e atire neles. Aí é só verificar como está a resistência, explica. Na Taurus Blindagem, um colete nível 2 o mais utilizado por policiais no Brasil custa entre R$ 750 e R$ 800. (T.E.)





