Vida útil de
aterro ganhou
mais três anos
Teoricamente, o aterro sanitário do Caximba estaria hoje no fim da sua vida útil. Porém, o local, que deposita o lixo de Curitiba e de outros 12 municípios da região metropolitana, ganhou uma sobrevida de mais três anos, com a separação e reciclagem de lixo da capital. O diretor de limpeza pública da Prefeitura de Curitiba, Nelson Xavier Paes, afirma que, além do programa Lixo que não é lixo, a compactação do material coletado ampliou a vida do aterro para até 2001.
No início, o aterro teria o limite de 3,5 milhões de toneladas de dejetos, a serem depositadas em 27 hectares. Hoje, o aterro tem 4,1 milhões de toneladas e ainda restam 7 hectares de aterro a serem preenchidos. Atualmente, o aterro do Caximba recebe 2,2 mil toneladas de lixo por dia. Em seu primeiro ano de funcionamento, a quantidade diária de lixo era de 552 toneladas.
As 4,1 milhões de toneladas de lixo depositadas no Caximba estão distribuídas em 11 células com 4 metros de altura cada um. Além da impermeabilização da área, o controle dos resíduos no aterro prevê a drenagem do chorume e tratamento dos líquidos em lagoas de decantação, queima do gás metano liberado pela decomposição dos resíduos e aterramento do material sólido. Depois de completar uma célula, os dejetos são cobertos de terra, onde planta-se grama e árvores.

mockup