Vida útil de aterro acaba em 2008
O gerenciamento do lixo é outro ponto importante no planejamento do futuro de Curitiba, que já recebeu a alcunha de capital ecológica por seus programas de incentivo à reciclagem.
Cada curitibano gera um quilo de lixo por dia. O destino desta produção é o aterro sanitário da Caximba, que recebe ainda os resíduos de outros 14 municípios da RMC. A vida útil deste aterro vai até 2008, quando ele será desativado. O destino do lixo após essa data é incerto. Em 2001 foi formado um Consórcio Intermunicipal na região para definir outro local, mas ainda não foi avaliada outra alternativa.
Para minimizar o impacto da geração de lixo a prefeitura trabalha em duas frentes: a sensibilização da população e a geração de tecnologias que permitam o aproveitamento dos materiais orgânicos.
Segundo a coordenadora de resíduos sólidos da secretaria municipal de Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias, hoje 20% do lixo gerado na Capital é reciclado. ''Este é o melhor índice do Brasil'' afirma. Segundo ela, uma campanha iniciada em março do ano passado aumentou em 39% a coleta formal de reciclados. Outra medida educativa é estimular a população a optar por produtos que gerem menos lixo.
Além destas medidas serão criados este ano cinco Parques de Recepção de Reciclagem, que irão atender os catadores de papel que muitas vezes vendem sua coleta para empresas que pagam pouco e levam os materiais para outros estados.
A questão tecnológica atua no aproveitamento dos resíduos orgânicos, que não são recicláveis. Parte desta produção é usada em compostagem, mas ainda é preciso desenvolver outras formas para aproveitar o restante. A geração de energia pode ser um destino produtivo para estes bioresíduos. Segundo Marilza, esta alternativa está sendo trabalhada atualmente pelo Consórcio Intermunicipal.
Ano que vem será instalado na Caximba um sistema de aproveitamento de metano, um gás inflamável causador do efeito estufa. (A.A.)





