DivulgaçãoSanta Rita de Cássia: martírioSanta Rita de Cássia nasceu no dia 22 de maio de 1381, num pequeno povoado denominado Rocca Porrena, perto da cidade de Cássia, na Itália. Seus pais, Antônio Marcin e Amata Ferri, eram pessoas simples e conhecidas por seus costumes, fervorosa piedade e inesgotável dom de caridade.
Somente aos 53 anos Amata Ferri concebeu Rita, sua filha única. O aviso da gravidez foi dado por um anjo, que também afirmou que a criança deveria charmar-se Rita. O martírio de Rita de Cássia começou quando ela já atingia a idade de moça. Ela persistia em dedicar sua vida à religiosidade, na condição de freira, mas seus pais a prometeram em casamento.
Rita consentiu à vontade dos pais casando-se com Paulo Fernando, com quem teve dois filhos. Seu marido era um homem de caráter violento e pervertido, sempre envolvido em rixas e criando muitos inimigos. Ele teimava em vingar-se de seus algozes, mas quando não conseguia descarregava sua ira sobre Rita.
Em suas orações, Rita sempre clamava a Deus para converter o marido. Um dia ela obteve essa graça. Mas, apesar de alterar totalmente seu comportamento, as discórdias plantadas por ele lhe trouxeram um triste fim. Foi emboscado e morto por inimigos.
Pior foi conter a ira dos filhos que desejavam vingança. E para evitar mal pior, Rita pediu a Deus que, se não pudesse mudar a idéia dos filhos, os levasse também. E seu pedido foi atendido, vitimados por uma epidemia.
Viúva, Rita de Cássia voltou a procurar a vida monástica, mas sempre era rejeitada por que o mosteiro somente recebia jovens solteiras. Aos 40 anos, ouviu novamente a misteriosa voz de um anjo, dizendo que esperasse e não perdesse a confiança.
Um dia, pelas mãos de Deus, Rita ingressou no convento - que era trancado a sete chaves. Diante do fato milagroso, todas religiosas admitiram a vontade de Deus. A partir daí, Rita entregou-se de corpo e alma às orações, mas sempre como a mais humilde e submissa das internas. Ainda em vida, começaram a aparecer as graças obtidas através da ‘‘irmã Rita’’, principalmente com milagrosas curas. Nos seus últimos dias, seu único sustento era apenas a Comunhão Eucarística. E seu último desejo, no leito de morte, foi atendido por uma prima, à qual pediu que lhe trouxesse uma rosa vermelha do jardim de sua casa. Apesar do rigor do inverno, a rosa lá estava, como Rita havia dito. Por isso, até hoje ela é lembrada e cultuada com rosas vermelhas. (Extraído de livro que narra a vida de Santa Rita de Cássia, editado pela Igreja Católica)

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