O uso das mídias sociais está crescendo rapidamente em todo mundo e, com isso, a preocupação de pesquisadores, que já alertam para um novo problema: a dependência em internet ligada às redes sociais.
Conhecido em todo o mundo, o Facebook já desponta como a principal preocupação entre os pesquisadores. Em março deste ano, a rede social anunciou ter atingido a marca de 901 milhões de usuários ativos que acessam a rede social, ao menos uma vez por mês, no mundo. No Brasil, o percentual de crescimento no último ano é de 180%, registrando um total de 45 milhões de brasileiros ativos na rede social em março.
Foi pensando nisso que um estudo sobre o vício em Facebook foi realizado pela Universidade de Bergen, na Noruega. A pesquisa coordenada por Cecilie Schou Andreassen foi publicada no periódico Psychological Reports.
Foram descobertos vários fatores sobre a dependência em Facebook, como suas principais vítimas - as mulheres e os mais jovens. Pessoas tímidas, ansiosas e inseguras socialmente também são citadas. De acordo com a pesquisadora, indivíduos com essas características de personalidade têm maior facilidade em se comunicar por meio das mídias sociais do que pessoalmente. De acordo com o estudo, os sintomas do vício em Facebook são semelhantes aos da dependência química.
Não desgrudam da rede
O estudante Ronnedy Paiva, 19 anos, revela ser um verdadeiro aficionado pelas redes sociais, mas não se considera um viciado no Facebook, porque não permite que as atividades virtuais atrapalhem sua vida pessoal. ''Entro todos os dias no Facebook para comentar posts, compartilhar informações do meu blog e acompanhar atualizações de meus amigos, mas faço isso sempre no tempo livre'', afirma. ''Não deixo de ficar com a minha família, estudar ou sair com os amigos por conta disso. Consigo usar a rede de uma forma saudável.''
''Acho que já se tornou um hábito para muitas pessoas, mas não considero um dependência, porque elas sabem usar no momento certo e não o tempo todo'', opina a servidora pública Lisiane Alves Guadaim, 26 anos, que apesar de não ser muito fã de internet e entrar raramente nas redes sociais, revela ter amigas que não desgrudam da rede.
Já o corretor de seguros Alex da Silva, 29 anos, revela já somar mais amigos virtuais do que reais e que a rede tornou-se uma ferramenta importante para manter o contato com os amigos que ele quase não vê mais. ''Não é todo mundo que você consegue ver sempre e o Facebook permite que você não perca o contato de amigos que estão distantes ou mesmo faça novos amigos'', afirma.
''Como tudo na vida, aproveitar com moderação é o segredo'', opina o comerciante Paulo Sérgio Suguimoto, 55 anos. ''Tem gente que não sabe equilibrar e até almoça mexendo no Facebook.'' (Com agência Graffo).

Imagem ilustrativa da imagem Vício em rede social preocupa pesquisadores
mockup