Curitiba - Cecília Haffner orienta, há 14 anos, famílias afetadas pela droga. Ela observa diferentes desdobramentos em duas faixas econômicas da sociedade. Coordenadora da ONG Amor Exigente, ela presume que haja uma lacuna gerada pelo atendimento inadequado do Estado.
''O Caps não tem estrutura para atender o usuário que está na fissura. Não temos acolhimento emergencial'', fala. Questionada sobre que recomendação faz para a família que vivencia o problema, ela não titubeia ''que vá a um pronto socorro e peça ajuda para profissionais da saúde mental''.
Já no grupo que coordena na Igreja das Mercês em Curitiba, ela relata que orienta as famílias para que aceitem o problema, e não culpem apenas o adolescente. ''O vício deve ser superado por todos da casa''. O crack, diz, tem afligido cada vez mais as famílias de maior poder aquisitivo e os pais demoram a admitir sua responsabilidade ou não entendem que precisam rever certas posturas. (A.F.)

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