Vice-reitor diz que UEL não recebeu queixa de trote violento Telma Elorza De Londrina Apesar da presença de calouros pintados e sujos nas ruas de Londrina terem sido constantes nas duas primeiras semanas de aulas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), nenhuma queixa sobre trote foi registrada nos 15 postos de reclamação que a instituição instalou no câmpus para receber denúncias sobre a prática. A informação foi passada ontem pelo vice-reitor da UEL, Márcio Almeida. Segundo o vice-reitor, que na segunda-feira chegou a impedir pessoalmente a realização de um ‘‘pedágio’’ nas ruas da cidade, a primeira quinzena de aulas transcorreu de forma normal. ‘‘Aconteceram situações de trote, com incidência maior nos cursos de engenharia, agronomia e medicina veterinária, mas não houve nenhuma denúncia formal para que a UEL pudesse agir’’, alegou. De acordo com Almeida, a UEL não pode penalizar curso ou aluno veterano se a queixa não for feita através dos formulários distribuidos. ‘‘Embora a gente saiba que os calouros sofrem um certo constragimento para que participem de pedágios e outras brincadeiras de mau gosto, não somos uma polícia universitária para sair ‘caçando’ veteranos’’, explicou. ‘‘Temos que ter a denúncia para deteminar a abertura de processo disciplinar e punição dos infratores, menos, é claro, nos casos onde ocorram fatos graves.’’ Almeida fez questão de deixar claro que qualquer manifestação que configure a agressão física, psicológica, dentro ou fora dos limites da universidade, continuará proibida como determina a resolução 89, de agosto de 99.