Vice-reitor da UEL lança livro sobre educação médica
Da Redação
Repensar a educação médica implica, na medida em que as mudanças obtidas sejam relevantes, em também repensar a universidade, pois seu imobilismo pode ameaçar a sustentabilidade das próprias conquistas obtidas. É com esta posição que o médico sanitarista e vice-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Márcio José de Almeida, conclui o livro Educação Médica e Saúde: Possibilidades de Mudança, que será lançado hoje, em Brasília, durante o 27º Congresso Brasileiro de Educação Médica e o 9º Fórum Nacional de Avaliação do Ensino Médico, e no dia 22, em Londrina.
Publicado pela Editora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com a co-edição da Associação Brasileira de Educação Médica, o livro analisa quatro propostas de mudança na educação médica surgidas na América Latina no início dos anos 90: UNI, Changing, Network e Gestão de Qualidade. Procurou-se obter uma melhor compreensão de cada uma e de todas, de forma integrada, através da busca da resposta às principais perguntas da pesquisa (que gerou a publicação do livro): O que diferencia as propostas? Quais são suas bases conceituais, estruturais e principais estatégias? Quais são seus resultados? Enfim, vale a pena investir esforços na mudança da educação médica?. A explicação, do autor, está contida na parte referente à conclusão do livro.
Quanto à necessidade de repensar também a universidade, no momento em que se repensa a educação médica, o posicionamento diz respeito à proposta UNI, que está implantado em alguns municípios brasileiros, inclusive em Londrina (também em Botucatu, Brasília, Marília, Natal e Salvador). Por ser a única dentre as analisadas que é operacionalizada através de projetos locais, corre o risco de cair na armadilha da extensão. A maioria dos projetos situam-se, quanto à estrutura acadêmico-administrativa universitária, nos gabinetes dos reitores, dos diretores de centros de ciências da saúde, faculdades, escolas ou junto às coordenadorias de ensino, pesquisa ou de extensão, afirma Almeida.
Ele acrescenta que alguns projetos estabeleceram vínculos com as pró-reitorias das respectivas universidades, enquanto outros desenvolvem interações que vêm resultando em transformações das políticas de extensão das respectivas universidades como um todo.
Uma visão crítica da extensão, que é conhecida como o terceiro pilar da vida universitária, levanta aspectos altamente preocupantes. Segundo esta visão, a proposta extensionista é utilizada como um contradiscurso para encobrir a alienação do ensino de nível superior, o descompromisso social das atividades de pesquisa científica e o não-envolvimento da universidade com as transformações mais profundas no seu relacionamento com a sociedade.





