Vice-prefeito de Brasilândia está desaparecido
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terça-feira, 14 de janeiro de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Brasilândia do Sul As polícias Civil e Militar do Norte do Paraná, e a Secretaria de Estado da Segurança Pública passaram o dia de ontem em busca do vice-prefeito da pequena cidade de Brasilândia do Sul (60 km ao sul de Umuarama), Antônio Barros de Souza (PPB), 64 anos, e sua mulher Alice Zanella de Souza, 60, desaparecidos desde a noite de domingo. Apesar disto, o delegado do município, Pedro Fernandes de Oliveira, disse não acreditar na possibilidade de ter ocorrido sequestro. ''O único patrimônio do seu Antônio é a casa onde vive'', argumentou o delegado.
A polícia investiga a possbilidade de roubo do veículo Fiesta, branco, placas AJV-3718, de Brasilândia do Sul, seguido de rapto. A última vez que o vice-prefeito foi visto, conforme depoimentos de vizinhos, foi por volta de 23h30 de domingo. Barros teria saído do quintal com seu automóvel em alta velocidade e deixado a porta da casa aberta. O delegado disse também que o cofre da casa foi encontrado aberto e vazio. ''A casa estava completamente revirada e os documentos do carro também não foram encontrados pelo filho'', disse Oliveira.
Até ontem à noite, as polícias não tinham pista do paradeiro do casal e do veículo. O casal morava sozinho. Alguns moradores da localidade disseram que viram dois homens e uma mulher estranhos, sentados perto da casa do vice-prefeito, por volta de 22 horas. Porém, eles não foram reconhecidos porque estavam sentados debaixo de um poste, com a luz refletida. O delegado chegou a fazer uma perícia no local e comprovou a veracidade das informações prestadas à polícia.
O prefeito Djalma Bozi dos Santos (PSDB) disse que acionou a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) para as buscas. ''Não recebemos nenhuma notícia ou informação dele'', comentou o prefeito. O delegado disse que está investigando um telefonema feito para a casa do vereador tucano, Nelson Luiz Dalben Kargnelutt, ontem, entre 11 horas e meio-dia. Quem atendeu a ligação foi o filho de 13 anos. Ele informou ao delegado que uma mulher falou do sequestro de Barros. ''Ela disse ao meu filho que achava bom o sequestro e que o vice-prefeito estava com eles'', contou a mãe do garoto, Nice Ferreira de Assis Kargnelutt.


